Vendas do segmento triplicam e estudo da UFLA analisa comportamento dos consumidores de café em cápsulas

Café em CápsulaO mercado de bebidas em cápsulas apresenta crescimentos exponenciais no cenário nacional. Uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) sobre as Tendências do Mercado de Café, estima que a receita desse segmento de cápsulas no país deverá triplicar até 2019, atingindo R$ 3,0 Bilhões, valor equivalente ao triplo da receita obtida em 2014. A associação afirma que o volume de vendas de cápsulas no país cresceu 52,4% entre os anos de 2013 e 2014.

Ainda que as tendências sejam otimistas, pouco se conhece sobre os comportamentos de consumo que permeiam os usuários das bebidas em cápsulas, diante desse cenário o mestrando do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Rodrigo Marçal Gandia, desenvolveu um estudo sobre a estrutura dos valores que orientam a compra de máquinas de bebidas em cápsulas, a pesquisa apresenta resultados com base na estrutura de atributos, consequências e valores vinculados a esses produtos na percepção dos compradores.

Os questionamentos que moveram a pesquisa também estão relacionados a influência das marcas que comercializam o produto e como elas estabelecem comportamentos distintos entre os usuários, e o que buscam os consumidores do mercado de máquinas de bebidas em cápsulas, seria a economia, a qualidade ou um produto que proporciona reconhecimento social.

“Mais especificamente, a pesquisa buscou identificar e comparar as relações associativas entre os atributos do produto e consequências (benefícios) providas por estes e a conexão destes dois elementos com os valores pessoais percebidos pelos usuários das máquinas de bebidas em cápsulas das marcas Nescafé Dolce Gusto e Nespresso. Foram realizadas 27 entrevistas em profundidade, igualmente distribuídas entre usuários das duas marcas que proporcionou a construção de uma matriz de implicação e de um mapa hierárquico de valores, que permitiu evidenciar elementos distintos de cada uma das marcas analisadas, assim como cumulativos a ambas as marcas, caracterizados como elementos inerentes às máquinas de bebidas em cápsulas” explica Rodrigo.

Os resultados foram classificados de acordo com a escala de Schwartz, metodologia que propõe uma organização circular sobre os tipos de valores motivacionais comuns aos indivíduos, e demostraram que a realização e o prazer pessoal, por meio de uma vida melhor vivida, são valores preponderantes aos usuários. De maneira geral, de acordo com a pesquisa, os consumidores de máquinas de bebidas em cápsulas buscam a qualidade e a praticidade no produto.

CURIOSIDADE

Apesar do café em cápsulas não mais se caracterizar como algo inovador no mercado global, tendo em vista que sua primeira patente, criada pela Nespresso, data os anos 1980, os modelos de negócios orientados para este produto, no mercado nacional, passam a desempenhar um importante papel na atualidade, em razão do intenso crescimento apresentando nos últimos anos. Ainda que o principal produto estabelecido no mercado de cápsulas seja o café e seus derivados, observa-se uma tendência no desenvolvimento de bebidas com características infusas destinadas a ampliar a possibilidade de se atender as necessidades do novo consumidor.

Texto: Vanessa Trevisan (ASCOM InovaCafé)

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Estudantes do Centro de Inteligência em Mercados (CIM) participam de Curso de Barista

Estudantes que atuam com pesquisas voltados ao café no Centro de Inteligência em Mercados (CIM) da UFLA participaram nessa semana do Curso de Barista promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Minas Gerais (Senar-MG) em parceria com Agência de Inovação do Café (InovaCafé) e Sindicatos Rurais.

Esses estudantes desenvolvem estudos sobre tendências de mercado, comportamento do consumidor e aspectos econômicos relacionados a cultura. Ao oferecer o curso damos a oportunidade para que eles conheçam profundamente os métodos de preparo da bebida, o que é um café de boa qualidade e como ele deve ser preparo e servido, assim eles estarão compreendendo melhor o cenário que atuam, explica a barista e gestora em inovação do café, Helga Andrade.

“Foi muito importante entender sobre os tipos de café e as suas características, ao adquirir conhecimento conseguimos classificar a bebida de acordo com a sua qualidade. Eu ainda não havia consumido um café de qualidade, e ao participar do curso eu tenho a sensação de que vou consumir a bebida da melhor forma possível” explica o estudante do curso de engenharia de materiais e analista de tendências internacionais de café na área de cafeterias do projeto Bureau de Inteligência Competitiva do Café, Lucas Pereira.

O Coordenador do Bureau de Inteligência Competitiva do Café, doutorando em administração pela Universidade Federal de Lavras, Eduardo Cesar, acredita que ao oferecer essa oportunidade aos alunos, valorizamos e qualificamos esses estudantes para que a sua atuação seja mais ativa possível, a maioria deles nunca tiveram experiência com o café, acreditamos que essa qualificação vai contribuir com uma atuação mais dinâmica eficaz.

“Além de ter conhecimento sobre o funcionamento da cadeia produtiva do café e sobre o preparo da bebida, essa foi uma experiência muito válida pelo fato de estar interagindo com uma outra área além da tecnologia, através da minha participação posso apresentar novas ideias relacionadas a produção de aplicativos e softwares para a degustação de café e preparo da bebida”, ressaltou o coordenador do projeto CIM Tech, Álvaro dos Reis Cozadi, estudante de Sistemas da Informação da UFLA.

Texto e Fotos: Vanessa Trevisan (ASCOM InovaCafé)

 

Confira a análise sobre os custos de produção da Cafeicultura Brasileira

ativos-cafeO Boletim Ativos do Café desenvolvido pelo Centro de Inteligência em Mercados (CIM) da UFLA e Superintendência Técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apresenta sua vigésima quarta edição com análises sobre os custos de produção da cafeicultura brasileira.

Nessa edição você irá conferir como o salário mínimo impacta os custos de produção do café arábica e do conillon, como o preço médio do Coffea Canephora teve valorização de 40,18% em 2015, o aumento nos custos com colheita e pós-colheita no município de Manhumirim (MG) que impactaram o Custo Operacional Total (COT) da espécie Coffea Arabica em 4,19% e saiba mais sobre o crescimento na produção de café no continente americano.

As informações contempladas nesta edição são referentes aos painéis realizados em 2015, a partir da próxima edição do boletim ativos as informações serão aplicadas de acordo com os dados obtidos na realização dos painéis de 2016.

Acesse o boletim.

BOLETIM TÉCNICO

Fruto do levantamento de dados através de painéis realizados nas seis principais regiões produtoras de café do país, o Boletim Ativos do Café é divulgado trimestralmente e faz parte do Projeto Campo Futuro, realizado pela CNA em parceria com o CIM/UFLA, que fica sediado na Agência de Inovação do Café (InovaCafé). “O boletim consiste em uma análise dos resultados dos indicadores de desempenho e dos levantamentos de custos de produção, assim como da rentabilidade da atividade agrícola” explica o coordenador de pesquisas e serviços em gestão do CIM/UFLA, Diego Humberto de Oliveira.

Texto: Vanessa Trevisan – Assessoria de Comunicação da Agência de Inovação do Café (InovaCafé)

 

Estudo desenvolvido na UFLA apresenta conceito e aplicações sobre a “Terceira Onda do Café”

Preparo de Cappuccino na InovaCafé
Preparo de Cappuccino na InovaCafé

O consumo mundial de café passa por mudanças e evoluções, diante disso novos hábitos e tendências de consumo caracterizam um movimento chamado de “Terceira Onda do Café”. Desenvolvida pela mestranda do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da UFLA, Elisa Reis Guimarães, a pesquisa pode contribuir para a compreensão e discussão acerca da Terceira Onda no Brasil, uma vez que tal conceito ainda é pouco difundido e compreendido de forma distinta pela grande maioria dos profissionais.

A definição de um conceito amplo, que compreenda todos os elos da cadeia, pode facilitar o debate sobre o tema e promover discussões mais aprofundadas, que sejam benéficas a todos os elos, bem como contribuir com a construção de conhecimentos sobre a Terceira Onda, assunto ainda escasso na literatura. “A pesquisa também conta com grande interesse prático, sendo valiosa na elaboração tanto de políticas públicas quanto de estratégias empresariais, voltadas ao aumento do público consumidor de cafés especiais, bem como à expansão deste movimento no país e no estado de Minas Gerais”, ressalta o orientador da pesquisa, prof. Luiz Gonzaga de Castro Junior, diretor da Agência de Inovação do Café (Inova Café).

ONDAS

Estudos desenvolvidos na InovaCafé analisam a qualidade da bebida
Estudos desenvolvidos na InovaCafé analisam a qualidade da bebida

De acordo com a pesquisa, existem três movimentos, também chamados de ‘ondas’, influenciando o mercado de café, cada um com seu próprio conjunto de prioridades e filosofias e com contribuições diferentes para a experiência de consumo. A mestranda que também é coordenadora do Bureau de Inteligência Competitiva do Café, projeto desenvolvido pelo Centro de Inteligência em Mercados (CIM) da UFLA, explica que a “Primeira Onda” estaria ligada ao aumento exponencial do consumo de café e a revoluções no processamento e comercialização do produto, até então de baixíssima qualidade. A “Segunda Onda” teria surgido como reação ao movimento anterior, sendo responsável pela introdução do conceito de cafés especiais e de origem produtora, bem como pela popularização do café espresso e do consumo da bebida em cafeterias. Por fim, a “Terceira Onda” estaria ligada à percepção do café como produto artesanal, diferenciado por inúmeros atributos, como qualidade, origem, torra e método de preparo, e comercializado de forma mais direta entre os elos da cadeia.

Para o desenvolvimento do estudo, a pós-graduanda utilizou ampla pesquisa bibliográfica aliada a uma análise de conteúdo, de forma a estabelecer uma base conceitual para o tema, posteriormente entrevistando proprietários de cafeterias mineiras e inúmeros profissionais respeitados no mercado de café, de forma a compreender a forma de adoção da Terceira Onda em nível nacional e estadual.

“Referência em pesquisa sobre o sistema agroindustrial do café, a UFLA contribui, mais uma vez, com a cafeicultura nacional, pois este estudo poderá contribuir com cafeicultores, torrefadoras, cafeterias e consumidores, já que os resultados servirão como orientação para o sucesso de cada um desses elos da cadeia”, afirma Gonzaga.

A pesquisa contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), da Agência de Inovação do Café, do Centro de Inteligência em Mercados (CIM/UFLA) e do Bureau de Inteligência Competitiva do Café.

Acesse a dissertação, clique aqui!

 

CIM/UFLA realiza levantamento dos custos de produção do café no Brasil

O coordenador de pesquisas e serviços em gestão do CIMUFLA, Diego Humberto de Oliveira, conduziu os painéis junto aos produtores, técnicos e pesquisadores vinculados a Sindicatos Rurais
O coordenador de pesquisas e serviços em gestão do CIMUFLA, Diego Humberto de Oliveira, conduziu os painéis junto aos produtores, técnicos e pesquisadores. 

Com o objetivo de obter informações junto aos produtores rurais para levantamento dos custos de produção do Coffea Arabica e Coffea Canephora, o Centro de Inteligência em Mercados (CIM) da Universidade Federal de Lavras (UFLA) realizou painéis nos seis principais estados produtores de café do país, em municípios com participação expressiva na produção nacional. Nesta edição foram visitados treze municípios brasileiros: Manhumirim (MG), Capelinha (MG), Monte Carmelo (MG), Guaxupé (MG), Santa Rita do Sapucaí (MG), Brejetuba (ES), Jaguaré (ES), Caconde (SP), Franca (SP), Itabela (BA), Luís Eduardo Magalhães (BA), Apucarana (PR) e Cacoal (RO).

O painel consiste em uma reunião técnica in loco que conta com a participação dos agentes da cadeia produtiva de café para definição de uma propriedade modal da região. O coordenador de pesquisas e serviços em gestão do CIM/UFLA, Diego Humberto de Oliveira, conduziu os painéis junto aos produtores, técnicos e pesquisadores vinculados aos Sindicatos Rurais, Federação de Agricultura e Pecuária dos Estados e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Primeiro painel para levantamento dos custos de produção do Café foi realizado no município de Caconde SP
Primeiro painel para levantamento dos custos de produção do Café foi realizado no município de Caconde/SP.

RESULTADOS

Os dados obtidos durante as visitas foram formalizados em uma planilha previamente estrutura pelo CIM e que foi preenchida após o consenso de opiniões instauradas entre os presentes nos painéis. Dando sequência ao projeto, as matrizes de custos e as informações sobre as receitas médias serão atualizadas mensalmente pela equipe do CIM.

Com base nesses dados, será elaborado o Boletim Campo Futuro, que é encaminhado para os produtores rurais, com a consolidação das informações obtidas através dos painéis, e também será gerado o Boletim Ativos do Café, que consiste em uma análise trimestral dos resultados dos indicadores de desempenho e dos levantamentos de custos de produção, assim como da rentabilidade da atividade agrícola.

PROJETO

O Campo Futuro é um projeto da CNA, que alia a capacitação do produtor rural à geração de informação para a administração de riscos de preços, de custos e de produção na propriedade rural.

 

Você conhece a Agência de Inovação do Café?

Ambiente que contribui com o desenvolvimento do agronegócio café apresenta seu trabalho com lançamento de vídeo institucional

Imagem Vídeo Institucional InovaCafé

Nesta quinta-feira, dia 14 de abril, comemora-se em todo o mundo o “Dia Internacional do Café”, no contexto atual a Agência de Inovação do Café (InovaCafé) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), vem celebrar essa data com o lançamento do seu vídeo institucional, peça de comunicação que vem apresentar a agência através de produção audiovisual.

Produzido em parceria com a empresa Aocubo Filmes de Belo Horizonte (MG), o vídeo apresenta as principais áreas de atuação da agência e de uma forma dinâmica e objetiva, divulga a estrutura, os parceiros, os valores e diferenciais que fazem da InovaCafé um projeto pioneiro da UFLA em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

SOBRE A AGÊNCIA

A InovaCafé tem como objetivo contribuir com o desenvolvimento do conhecimento científico e apresentar soluções para problemas demandados por órgãos e instituições públicas ou privadas que sejam relacionadas ao agronegócio do café. “Atualmente estamos preocupados em viabilizar as pesquisas desenvolvidas na Universidade e em firmar novas parcerias com os cafeicultores e demais agentes do agronegócio café, queremos unificar e facilitar o acesso as produções científicas desenvolvidas na UFLA, aumentando a visibilidade, o uso e o impacto das pesquisas existentes, potencializando e acelerando também o impacto no campo” explica o diretor da agência, professor Luiz Gonzaga de Castro Junior.

Em seu espaço físico, a Agência reuni diversas iniciativas voltadas ao desenvolvimento de inovações para o setor cafeeiro, por meio da interação de profissionais e estudantes em projetos de ensino, pesquisa e extensão. Alguns núcleos de estudos da Universidade estão sediados na agência, que são: Núcleo de Estudos em Cafeicultura (Necaf), Núcleo de Estudos em Pós-Colheita do Café (Pós-Café), Núcleo de Estudos em Qualidade, Industrialização e Consumo de Café (Qi Café), Grupo de Estudos em Herbicidas, Plantas Daninhas e Aleopatia (GHPD) e Núcleo de Estudos em Melhoramento e Clonagem (Nemec).

Instituições que são referências na atuação com café também estão sediadas na agência, como o Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (Consórcio Pesquisa Café), o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT Café), a Embrapa Café, o Centro de Inteligência em Mercados (CIM/UFLA), a Rede Social do Café e Café Web TV.

No aspecto relacionado a pesquisa, ambientes como o Laboratório de Anatomia Vegetal, Laboratório de Genética Molecular, Centro de Armazenamento e Controle de Defensivos Agrícolas, setor de Cafeicultura e Departamento de Agricultura da UFLA, assim como a sede da Revista Coffee Science também estão concentrados em nossa sede.

INOVAÇÃO NA COMUNICAÇÃO

O ano de 2016, vem sendo marcado por grandes transformações. O ambiente da Agência recebeu uma nova identidade visual, que inseriu um conjunto de imagens, ilustrações e palavras que transmitem o objetivo da organização. Com forte e crescente atuação nas Redes Sociais, a agência vem conquistando novos fãs e disseminando informações sobre as pesquisas desenvolvidas na Universidade, formas de preparo de cafés e ações especiais em datas comemorativas.

Conheça a InovaCafé, assista o vídeo!  

InovaCafé articula parceria com a maior cooperativa de café do mundo

Com o objetivo de possibilitar a colaboração entre a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé Ltda (Cooxupé), a Agência de Inovação do Café (InovaCafé) recebeu nesta quarta-feira (13), uma comitiva da cooperativa composta pelo presidente, Carlos Alberto Paulino da Costa, Mário Ferraz, o gerente de desenvolvimento técnico, Mário Ferraz de Araújo, o coordenador de Gestão da Qualidade e Ambiental, Élcio Ferreira do Nascimento e o engenheiro de produção, Marcelo dos Reis Casagrande.

Atualmente a cooperativa já apresentou uma carta de intenção para desenvolver iniciativas junto ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT Café) sediado na InovaCafé e também com a empresa incubada na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica  (INBATEC/UFLA), a AgroFitness Tecnologia Agrícola, a qual produz e distribui insumos agrícolas eficazes, desenvolvidos a partir de extratos de vegetais que atuam no combate preventivo a doenças em cultivos comerciais, sem prejuízos ao homem e ao meio ambiente.

Após conhecer a estrutura da agência, a comitiva se reuniu com o diretor da InovaCafé, professor Luiz Gonzaga de Castro Junior, com o coordenador do INCT Café, professor Mário Lúcio Vilela de Resende e com o assessor do reitor para assuntos interinstitucionais, professor Antônio Nazareno Guimarães Mendes para alinhar a possibilidade de possíveis parcerias. Na ocasião foi apresentado em primeira mão o vídeo institucional da agência, que será lançado nesta quinta-feira (14) em comemoração ao Dia Internacional do Café.

Afim de ter mais informações sobre os vários aspectos relacionados ao armazenamento de café e finalizando a programação, a comitiva se reuniu com o tutor do Núcleo de Estudos em Pós-Colheita do Café (Pós-Café) e também professor da UFLA, Flávio Meira Borém, responsável pelo desenvolvimento de pesquisa sobre embalagens e métodos de armazenamento para cafés especiais.

A COOPERATIVA

Atualmente a Cooxupé possui mais de 12 mil cooperados – 84% deles pequenos produtores que vivem da agricultura familiar –, recebendo café produzido em mais de 200 municípios de sua área de ação, localizada nas regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Vale do Rio Pardo (no estado de São Paulo). Pensando na diversificação de seus negócios, a Cooxupé também possui projetos como torrefação própria, auxilio na produção e comercialização de milho, fábrica de rações, laboratórios para análise do solo, geoprocessamento, entre outros investimentos.

Caracterização de genótipos de café resistentes a ferrugem irá contribuir o lançamento de novas cultivares com maior produtividade

Coleta de folha para experimento
Coleta de folha para experimento.

O aumento do consumo, as exigências relacionadas a qualidade da bebida café e a busca de plantas tolerantes a doenças, estão se tornando tema de pesquisas científicas para atender os novos padrões dos consumidores. Diante disso e com o objetivo de caracterizar progênies e cultivares superiores de café, pertencentes ao grupo das resistentes à ferrugem com base em características anatômicas, a estudante de graduação, Harianna Paula Alves de Azevedo, defendeu a sua monografia no curso de Agronomia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) apresentando trabalho sobre o tema “caracterização anatômica e agronômica de genótipos resistentes à ferrugem implantados no município de Lavras (MG)”.

De acordo com a pesquisa, a grande ameaça à produtividade do café atualmente, é uma doença que ataca a planta que é a ferrugem, causada pelo fungo Hemileia vastatrix Berk. et Br.. Essa doença que devasta os cafezais foi observada no Brasil em 1970, podendo provocar perdas na produção que variam de 35 a 50% em média de biênio, dependendo da suscetibilidade da cultivar, umidade do ambiente, carga pendente e estado nutricional da planta. Com isso tem-se procurado tecnologias para livrar os cafezais da doença ou ao menos conviver com ela desde que não cause danos econômicos.

“Por meio do estudo foram avaliadas em 18 progênies e duas cultivares de café, doze características anatômicas foliares e quatro agronômicas. Os resultados demonstraram a existência de variabilidade genética entre as progênies/cultivares, existindo a possibilidade de seleção de progênies/cultivares superiores em relação as características anatômicas”, explicou a estudante. Grande parte do experimento foi conduzido no Laboratório de Anatomia e Fisiologia do Cafeeiro da Agência de Inovação do Café (InovaCafé) e contou com o apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG).

Secção para medição e quântica estrutural das folhas
Secção para medição e quântica estrutural das folhas.

O orientador da aluna e professor titular da UFLA, Rubens José Guimarães, comenta: “essa linha de pesquisa coordenada pela pesquisadora e doutora em Agronomia e Fitotecnia da UFLA, Janine Magalhães Guedes, é de grande interesse na cafeicultura pois, atualmente a forma mais eficiente de controle da doença é através da utilização de cultivares resistentes, além de ser o meio mais econômico. Essa pesquisa trará em breve grande contribuição para acelerar o lançamento de novas cultivares tolerantes à ferrugem do cafeeiro, com maiores produtividades para suprir a demanda do mercado”.

 

Workshop discute remuneração recebida pelos cafeicultores das regiões Sul e Sudoeste de Minas Gerais

UTZ Certified promoveu no município de Poços de Caldas (MG) workshop sobre “Salário de Subsistência”

Workshop

Com o objetivo de validar o estudo conduzido pelos professores Alexandre Barbosa e João Paulo Veiga da Universidade de São Paulo (USP), foi apresentado durante o evento, informações referentes ao cálculo de uma remuneração de subsistência para os trabalhadores permanentes da cafeicultura no Sul e Sudoeste de Minas Gerais. Também foram apresentados dados sobre a remuneração efetiva recebida pelos trabalhadores rurais nestas regiões. Os dados foram obtidos a partir de uma metodologia desenvolvida pelos pesquisadores Richard Anker e Martha Anker para calcular o “Living Wage”, ou um salário de subsistência que possibilite uma vida digna aos trabalhadores rurais, ou, como foi chamado no evento, um salário de “bem-estar”.

Professores, pesquisadores, consultores especializados em certificação do café e representantes de cooperativas e sindicatos de trabalhadores rurais do Sul e Sudoeste de Minas Gerais participaram do evento, a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Agência de Inovação do Café (InovaCafé) foram representados pelo professor do Departamento de Administração e Economia, Paulo Henrique Leme, que foi convidado para debater os resultado e contribuir com o estudo, tendo em vista suas contribuições com pesquisas desenvolvidas na UFLA sobre certificações de café.

De acordo com Paulo, o objetivo desta metodologia e dos resultados deste trabalho é divulgar publicamente qual o valor mínimo necessário para um salário básico decente, ou “salário de bem-estar” para os trabalhadores permanentes na cafeicultura, de modo a impulsionar oportunidades e a colaboração em torno deste objetivo. Por outro lado, os financiadores deste projeto não desejam que os parâmetros devam ou venham exceder direitos adquiridos por meio de acordos coletivos, mas que sirvam como ferramenta de apoio ao diálogo.

Durante o workshop, os parâmetro e resultados do trabalho foram discutidos pelos presentes, bem como a situação do mercado de cafés certificados no Brasil. A divulgação será realizada através da publicação de um relatório que será fruto do estudo e do workshop, ambos financiados pelo Ministério de Relações Exteriores dos Países Baixos e que conta com o apoio gerencial da UTZ Certified, organização não governamental que é membro da “The Global Living Wage Coalition” ligada a Associação Global para padrões de sustentabilidade (ISEAL ALLIANCE). “O resultado deste estudo poderá demonstrar ao mundo como o Brasil se posiciona em relação ao bem-estar dos trabalhadores da cafeicultura”, explica Paulo.

Plataforma digital criada na UFLA permite avaliação de cafés especiais

Projeto de Gestão em Ciência, Tecnologia e Inovação possibilitou a criação de plataforma digital para classificação, análise física e microestrutura de cafés especiais.

Janelas da aplicação de Análise Sensorial de Cafés Especiais
Janelas da aplicação de Análise Sensorial de Cafés Especiais

Com intuito de organizar, catalogar e agregar valor às diferentes etapas do processo de análise de cafés, o projeto desenvolvido pelo mestrando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas e Automação da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Dimas Samid Leme, analisou informações referentes aos cafés tratados pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT-Café) e pelo Polo de Tecnologia em Qualidade do Café, ambos situados na Agência de Inovação do Café (InovaCafé) da UFLA.

A plataforma “LeGusta” vem implementar e comparar diferentes técnicas de inteligência computacional para classificação de cores em grãos de café torrados desenvolvendo três aplicações para dispositivos mobiles nas versões Android e iOs, que possibilitará a representação do processo de análise sensorial definido pelo Concurso Mineiro de Cafés Especiais promovido pelo Polo de Tecnologia em Qualidade do Café, permitindo modelar e implementar o dispositivo para medição de temperatura das xícaras durante o processo de degustação que estejam sincronizadas com a aplicação, também através do aplicativo os modelos de comunicação serão lançados na web afim de disponibilizar informações em tempo real.

O sistema possui mecanismo automatizado para coleta do grau de torra de amostras de café baseada em escala Agtron, uma linha graduada definida pela Specialty Coffee Association of America (SCAA) e pela Agtron, empresa norte-americana que produz equipamentos para seleção de café, por meio de imagem, essa coleta possibilitará maior agilidade e garantia no controle de dados referentes as análises realizadas.

De acordo com orientador da pesquisa, professor da UFLA, Bruno Henrique Groenner Barbosa, a possibilidade de caracterização de diferentes níveis de torra por meio de imagens fotográficas possibilita, de imediato, uma grande redução dos custos de implementação se comparadas aos modelos convencionais. Além de permitir uma integração em tempo real com um sistema de armazenamento e controle. Ele explica que ao se utilizar uma aplicação portátil pretende-se reduzir o tempo de avaliação e ajudar os avaliadores a escolherem, dentre uma listagem de tipos de fragrância, aroma e sabor, aquelas que mais se pronunciaram naquela amostra.

“Este aplicativo veio para facilitar e agilizar o processo de análise sensorial, ao passo que o avaliador não necessita controlar uma prancheta e caneta, além de outros materiais. A importância está na construção de uma plataforma que organiza e armazena dados de cafés, podendo futuramente haver uma seleção de dados que poderá definir características de longo prazo, como por exemplo: quais cafés são os mais bem pontuados em Minas Gerais, quais são os mais doces, quais os mais aromatizados e etc.” explica Dimas. A co-orientadora da pesquisa e professora da UFLA, Rosemary Gualberto Fonseca Alvarenga Pereira, afirma que a plataforma exercerá um forte impacto nos diferentes segmentos do setor cafeeiro, por ser um instrumento científico e de inovação tecnológica que subsidiará de forma objetiva as avaliações qualitativas do café.