Cafeicultores participam do XVIII Encontro Sul Mineiro na UFLA

Em sua 18ª edição, o Encontro Sul Mineiro de Cafeicultores reuniu produtores, estudantes, pesquisadores e docentes na Agência de Inovação do Café (InovaCafé) para apresentar dinâmicas de campo sobre o uso do polímero hidrorretentor no plantio do cafeeiro, inovações em pós colheita do café, sistemas de café sustentável, apresentação de cultivares, manejo nutricional do cafeeiro, inovações tecnológicas na cafeicultura.

O evento é organizado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), Núcleo de Estudos em Cafeicultura (Necaf), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e contou com o apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Prefeitura Municipal de Lavras, InovaCafé, Consórcio Pesquisa Café, Polo de Excelência do Café e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT Café).

TRADIÇÃO E APOIO A CAFEICULTURA

“Parece que foi ontem que iniciamos esse projeto, em setembro de 1995 quando em um esforço conjunto entre a EMATER, EPAMIG, UFLA e outros órgãos apoiadores, nós iniciamos o primeiro encontro sul mineiro de cafeicultores. Já naquela época com grande número de participantes mostrava que essa era uma ação certeira, de extrema necessidade para o setor. Devido ao grande crescimento do evento, tivemos a expansão e ampliação da iniciativa para outros municípios com a criação no ano de 2000 do Circuito Mineiro de Cafeicultura”, explica o professor titular da UFLA e tutor do Necaf, Rubens José Guimarães.

O senhor Joaquim Bani, do município de Carmo da Cachoeira (MG), participa pelo quinto ano consecutivo do evento, e relata que a cada edição o encontro está cada vez melhor, apresentando inovações e tecnologias que vem somar com a cafeicultura.

Durante a abertura do evento, o diretor da InovaCafé, professor Luiz Gonzaga de Castro Júnior, reforçou que a agência é um ambiente voltado para os cafeicultores, onde são realizados diversos trabalhas que contemplam vários aspectos da cadeia do café.

O Gerente Regional da Emater-MG, Marcos Fabri Júnior, enfatizou que o evento vem fortalecer a parceria entre a iniciativa pública e privada, que vem contribuir e colaborar com o desenvolvimento da comunidade cafeeira. Ele também falou sobre a importância da cadeia de valor do café, “antigamente falávamos em cadeia produtiva do café, hoje falamos sobre a cadeia de valor do café, porque mais do que produzir, precisamos ter valor, do nosso produto, do nosso suor de cada dia, do nosso pão, e valor naquilo que o agricultor familiar faz, que é produzir com qualidade, dignidade, produzir para alimentar do brasileiro e ainda exportar o restante da nossa produção. Mais de 70% do que está na mesa do brasileiro vem da agricultura familiar, parabenizamos vocês pelo trabalho, e nos colocamos a disposição para ser a ponte entre a necessidade de vocês e as organizações que podem promover pesquisas e soluções para as suas demandas”.

O chefe do setor de cafeicultura da UFLA, professor Virgílio Anastácio da Silva, falou sobre a importância da Universidade compartilhar informações diretas com os cafeicultores, “não adianta a universidade desenvolver pesquisas para elas ficarem nas prateleiras, não adianta ter os melhores resultados de pesquisas e não compartilhar com vocês produtores, as portas estão sempre abertas para que vocês dialoguem com a nossa equipe, vamos elevar a cafeicultura a um nível mais alto, não apenas em produtividade e qualidade, mas também em valorização do nosso produto”.

Filha de produtores da agricultura familiar do município de Coqueiral (MG), Francielle de Paula Carvalho, participou pela segunda vez do evento e pretende seguir carreira na área, com formação técnica em cafeicultura, ela comenta: “assistir as palestras e visitar os estandes é uma experiência enriquecedora, venho representando o meu pai e posso ter acesso as novas máquinas que estão no mercado, fico atenta as novas tecnologias que vem sendo aplicadas na lavoura”. Francielle informou que o resultado da participação no encontro no ano de 2015, foi o conhecimento do hidrogel (um polímero hidroretentor que vira gel quando misturado na água), o produto que foi utilizado na horta da família vem apresentando resultados satisfatórios.

 

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