“Programas de Sustentabilidade da Indústria” é destaque em relatório sobre tendências do café produzido na UFLA

relatório bureauA edição de abril (v.5 n.3) do Relatório Internacional de Tendências do Café produzido pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café, projeto do Centro de Inteligência em Mercados da UFLA, apresenta como destaques os programas de sustentabilidade da indústria, o acordo entre o Grupo 3corações e a Cia. Iguaçu e o crescimento das cafeterias móveis. O relatório que apresenta tendências relacionadas as áreas de produção, indústria, cafeterias e insights sobre cafeicultura possui o apoio da Agência de Inovação do Café (InovaCafé), Polo de Excelência do Café, Consórcio Pesquisa Café e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT Café).

Para o coordenador do Bureau, Eduardo Cesar Silva, o destaque da seção de produção é a análise sobre o papel das empresas de torrefação na promoção da sustentabilidade do setor. Ele explica que nos últimos anos foram criados vários programas, com investimentos milionários, que treinam os cafeicultores de regiões pobres para serem mais produtivos e utilizarem técnicas modernas e sustentáveis de manejo da lavoura. Segundo ele, “a sociedade civil está cada vez mais preocupada com a produção sustentável de alimentos, o que leva as empresas do setor a buscarem novas estratégias”.

Já na seção de indústria, a analista do setor e discente da UFLA, Asca Gusmão, fala sobre a nova aquisição do Grupo 3corações como a continuidade de uma tendência iniciada na década de 1990, quando empresas multinacionais começaram a comprar torrefadoras brasileiras. “Com essa aquisição a empresa, que já é líder no mercado de café torrado e moído, passa também a ter uma posição forte no segmento de café solúvel e poderá exportar esse produto”, complementou.

No setor de cafeterias, um dos destaques é o lançamento de um novo modelo de “cafeteria móvel”, a Wheelys 4. Trata-se de uma bicicleta adaptada para ser uma pequena cafeteria. Elisa Guimarães, coordenadora da área de cafeterias do Bureau e doutoranda pela UFLA, explica que as cafeterias móveis são uma oportunidade para pequenos e médios empreendedores e se diferenciam das lojas tradicionais pela possibilidade de estarem em diferentes locais e eventos. “A Wheelys 4 ainda possui outro diferencial, que é seu design voltado para a sustentabilidade. Cada unidade é capaz de gerar sua própria energia limpa e o café comercializado é 100% orgânico”, explicou.

Para o Coordenador do Centro de Inteligência em Mercados e diretor da InovaCafé, professor Luiz Gonzaga de Castro Junior, o Bureau fornece informações relevantes para o planejamento de todos os elos da cadeia produtiva do café. “O relatório apresenta informações e análises sobre ameaças e oportunidades para a cafeicultura brasileira, o que pode orientar as decisões do setor cafeeiro nacional”, afirmou.

Confira o Relatório, clique aqui!

Texto: Vanessa Trevisan (ASCOM InovaCafé)

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Estudantes da Unincor participam de palestras na InovaCafé

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Na última sexta-feira, (06), estudantes do terceiro período do curso de nutrição da Universidade Vale do Rio Verde (Unincor), unidade Três Corações (MG), foram recebidos pelos integrantes do Núcleo de Estudos em Qualidade, Industrialização e Consumo de Café (QI Café) e participaram de palestras oferecidas pelo núcleo na Agência de Inovação do Café (InovaCafé).

Os estudantes participaram de palestras sobre “Café x Saúde: mitos e verdades e desenvolvimento de novos produtos à base de café”, ministrada pela nutricionista e mestre em ciências dos alimentos da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Maísa Mancini, “Ondas de consumo e métodos de preparo da bebida”, ministrada pela estudante do curso de ciências dos alimentos, Fabiana Carvalho e participaram de aulas práticas sobre  “Classificação física dos grãos e degustação de café” com o coordenador do QI Café e estudante do curso de agronomia, Renato Prado.

Com o intuito de firmar parcerias semestrais, o núcleo já recebeu no semestre passado estudantes do curso de agronomia da Unincor e pretende seguir com o cronograma de visitas apresentando palestras diferentes sobre café para os dois públicos-alvo. “Toda experiência passada para os alunos é bem-vinda, normalmente na universidade eles não teriam esse contato tão próximo com o universo do café. A aproximação com o produto pode despertar curiosidade para que esses alunos se tornem pesquisadores, degustadores, abrindo uma nova área de atuação profissional” explica Renato.

Professora e coordenadora do curso de nutrição da Unincor, Carina Nagata, é mestre e doutora pelo departamento de ciência dos alimentos da UFLA, e leciona a disciplina de bromatologia, o estudo da ciência dos alimentos, ela explica que buscou a parceria com a instituição para agregar conhecimento e mostrar que a ciência dos alimentos é abrangente, “podemos ir além da teoria e mostramos o quanto é rico esse campo, eles podem vislumbrar novas áreas de atuação ao participarem do curso”.

Vera Maria Carvalho Auad, estudante do terceiro período do curso de nutrição, teve contato pela primeira vez com o universo do café, para ela, entender os tipos de preparo da bebida e as formas de degustação foi algo único, uma vez que esses elementos influenciam diretamente no sabor da bebida.

InovaCafé recebe reunião da Aliança Internacional das Mulheres

Na última quarta-feira (4), a Agência de Inovação do Café (InovaCafé) recebeu o primeiro encontro de pesquisadoras da Aliança Internacional das Mulheres do Café (IWCA), Região Sul de Minas, que contou com a participação de profissionais da InovaCafé, do Departamento de Administração e Economia da UFLA, além de representantes da EPAMIG, EMBRAPA, Universidade Federal de Viçosa e Instituto Federal do Sudeste de Minas.

A reunião teve como objetivo apresentar às pesquisadoras do Sul de Minas a proposta de construção colaborativa de um livro sobre a participação feminina no sistema agroindustrial do café no Brasil. A proposta de confecção do livro, sob coordenação da EMBRAPA Café, responde a uma demanda crescente por informações sobre as mulheres inseridas no universo do café.

“A percepção no exterior sobre nossa cafeicultura é muitas vezes equivocada. Inclusive, documentos afirmam que no Brasil as mulheres fazem pouco na roça e na colheita em função do alto grau de mecanização e oferta de empregos em outros setores.”, relata Josiane Cotrim, brasileira que compõe a Diretoria de Relacionamento com os Capítulos Nacionais da IWCA ao redor do mundo. “Quem conhece nossa cafeicultura sabe que não é bem assim. E nós da IWCA Brasil estamos empenhadas em mostrar nossa realidade, a nossa diversidade. Nossa cafeicultura também é familiar, é de pequenos, é manual e é de montanha”, completa.

A professora do Instituto Federal do Sudeste de Minas e membro da IWCA Brasil, Danielle Baliza, aproveitou a oportunidade para estender o convite as profissionais de entidades de ensino e pesquisa a participarem da criação do livro, uma vez que o mesmo pretende dar maior visibilidade do papel da mulher em todo o sistema agroindustrial do café. O formato e conteúdo do livro estão sendo definidos coletivamente.

Na InovaCafé, a mobilização de professoras, pesquisadoras e estudantes já colhe frutos. “A presença e contribuição feminina na universidade é forte, e aqui na InovaCafé não é diferente. Muitas de nossas colegas já demonstraram interesse em participar mais ativamente de ações em favor das mulheres do café. Nosso desafio é continuar conectadas e nos apoiando mutuamente”, observa Helga Andrade, Gestora de Inovação em Café e Conselheira da IWCA Brasil.

Outras reuniões semelhantes serão realizadas nas demais regiões produtoras de café. Entidades e mulheres de todo o país podem solicitar mais informações sobre o projeto e contribuir com sugestões através do e-mail: pesquisa@iwcabrasil.com.br.

 

 

 

Cafeicultores participam do XVIII Encontro Sul Mineiro na UFLA

Em sua 18ª edição, o Encontro Sul Mineiro de Cafeicultores reuniu produtores, estudantes, pesquisadores e docentes na Agência de Inovação do Café (InovaCafé) para apresentar dinâmicas de campo sobre o uso do polímero hidrorretentor no plantio do cafeeiro, inovações em pós colheita do café, sistemas de café sustentável, apresentação de cultivares, manejo nutricional do cafeeiro, inovações tecnológicas na cafeicultura.

O evento é organizado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), Núcleo de Estudos em Cafeicultura (Necaf), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e contou com o apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Prefeitura Municipal de Lavras, InovaCafé, Consórcio Pesquisa Café, Polo de Excelência do Café e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT Café).

TRADIÇÃO E APOIO A CAFEICULTURA

“Parece que foi ontem que iniciamos esse projeto, em setembro de 1995 quando em um esforço conjunto entre a EMATER, EPAMIG, UFLA e outros órgãos apoiadores, nós iniciamos o primeiro encontro sul mineiro de cafeicultores. Já naquela época com grande número de participantes mostrava que essa era uma ação certeira, de extrema necessidade para o setor. Devido ao grande crescimento do evento, tivemos a expansão e ampliação da iniciativa para outros municípios com a criação no ano de 2000 do Circuito Mineiro de Cafeicultura”, explica o professor titular da UFLA e tutor do Necaf, Rubens José Guimarães.

O senhor Joaquim Bani, do município de Carmo da Cachoeira (MG), participa pelo quinto ano consecutivo do evento, e relata que a cada edição o encontro está cada vez melhor, apresentando inovações e tecnologias que vem somar com a cafeicultura.

Durante a abertura do evento, o diretor da InovaCafé, professor Luiz Gonzaga de Castro Júnior, reforçou que a agência é um ambiente voltado para os cafeicultores, onde são realizados diversos trabalhas que contemplam vários aspectos da cadeia do café.

O Gerente Regional da Emater-MG, Marcos Fabri Júnior, enfatizou que o evento vem fortalecer a parceria entre a iniciativa pública e privada, que vem contribuir e colaborar com o desenvolvimento da comunidade cafeeira. Ele também falou sobre a importância da cadeia de valor do café, “antigamente falávamos em cadeia produtiva do café, hoje falamos sobre a cadeia de valor do café, porque mais do que produzir, precisamos ter valor, do nosso produto, do nosso suor de cada dia, do nosso pão, e valor naquilo que o agricultor familiar faz, que é produzir com qualidade, dignidade, produzir para alimentar do brasileiro e ainda exportar o restante da nossa produção. Mais de 70% do que está na mesa do brasileiro vem da agricultura familiar, parabenizamos vocês pelo trabalho, e nos colocamos a disposição para ser a ponte entre a necessidade de vocês e as organizações que podem promover pesquisas e soluções para as suas demandas”.

O chefe do setor de cafeicultura da UFLA, professor Virgílio Anastácio da Silva, falou sobre a importância da Universidade compartilhar informações diretas com os cafeicultores, “não adianta a universidade desenvolver pesquisas para elas ficarem nas prateleiras, não adianta ter os melhores resultados de pesquisas e não compartilhar com vocês produtores, as portas estão sempre abertas para que vocês dialoguem com a nossa equipe, vamos elevar a cafeicultura a um nível mais alto, não apenas em produtividade e qualidade, mas também em valorização do nosso produto”.

Filha de produtores da agricultura familiar do município de Coqueiral (MG), Francielle de Paula Carvalho, participou pela segunda vez do evento e pretende seguir carreira na área, com formação técnica em cafeicultura, ela comenta: “assistir as palestras e visitar os estandes é uma experiência enriquecedora, venho representando o meu pai e posso ter acesso as novas máquinas que estão no mercado, fico atenta as novas tecnologias que vem sendo aplicadas na lavoura”. Francielle informou que o resultado da participação no encontro no ano de 2015, foi o conhecimento do hidrogel (um polímero hidroretentor que vira gel quando misturado na água), o produto que foi utilizado na horta da família vem apresentando resultados satisfatórios.

 

InovaCafé recebe visita de pesquisadores do Instituto Federal do Espírito Santo

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A Agência de Inovação do Café (InovaCafé) da Universidade Federal de Lavras (UFLA) recebeu a visita de uma comitiva do Instituto Federal do Espírito Santo do câmpus Venda Nova do Imigrante (ES). Conduzidos pela professora titular da UFLA, coordenadora do Núcleo de Estudos em Qualidade, Industrialização e Consumo de Café (QICafé) e responsável pelo Polo de Tecnologia em Qualidade do Café, Rosemary Gualberto, a equipe conheceu a estrutura da agência e projetos que vem sendo desenvolvidos na área de pós-colheita e qualidade do café.

“O projeto de criação dos institutos federais requer que o câmpus atenda o arranjo produtivo local, e o arranjo do município de Venda Nova do Imigrante e região está ligado a agroindústria e administração”, explica o diretor do câmpus, Aloísio Carnielli. O direto disse ainda que o professor Lucas Louzada, veio com o perfil de atuação nessa área e propôs um desempenho nesse segmento. “Uma coisa nós aprendemos, não vamos criar a roda porque ela já foi desenvolvida, então estamos aqui para conhecer o que já vem sendo feito com o objetivo de aproximar as instituições para que possamos trocar informações, onde futuramente os nossos professores e alunos possam estar fazendo intercâmbio, agregando experiência para que possamos melhorar o trabalho dos produtores da região que atuam com a agricultura familiar”.

Atuando na área de café há mais de dez anos, o professor e Q-grader (classificador de café qualificado pelo Coffee Quality Institute – CQI), Lucas Louzada Pereira, informa que o câmpus de Venda Nova já possui uma pequena unidade de análise sensorial e laboratório de processamento, “o nosso projeto está alinhado com a estratégia de indicação geográfica dos cafés das montanhas do Espírito Santo. Como nós temos a intenção de expandir a rede do nosso instituto com a criação de um polo de excelência, estamos aqui hoje para conhecer o arranjo institucional e as possibilidades de parcerias para desenvolvimento de pesquisas”.

“O professor Lucas Louzada vem desenvolvendo em nosso câmpus, há cerca de um ano e oito meses, trabalhos sobre a qualidade do café e pós-colheita, e ele apresentou a ideia de fazermos uma visita a UFLA para conhecermos o que já vem sendo desenvolvido no país ligado a área. Nosso Instituto foi inaugurado em 2010, a nossa atuação é recente, e queremos dar continuidade ao nosso trabalho da melhor forma possível, por isso precisamos conhecer o que já vem sendo feito com qualidade”, explica a Diretora de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão do IFES, Adriane Moreira.

Estreitar relacionamento com outras instituições e ampliar a atuação de estudantes e professores na área de café é algo que irá contribuir e gerar resultados cada vez melhores para a cafeicultura em todo o país, afirma Rosemary.

Texto e Foto: Vanessa Trevisan (ASCOM InovaCafé)

 

Vendas do segmento triplicam e estudo da UFLA analisa comportamento dos consumidores de café em cápsulas

Café em CápsulaO mercado de bebidas em cápsulas apresenta crescimentos exponenciais no cenário nacional. Uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) sobre as Tendências do Mercado de Café, estima que a receita desse segmento de cápsulas no país deverá triplicar até 2019, atingindo R$ 3,0 Bilhões, valor equivalente ao triplo da receita obtida em 2014. A associação afirma que o volume de vendas de cápsulas no país cresceu 52,4% entre os anos de 2013 e 2014.

Ainda que as tendências sejam otimistas, pouco se conhece sobre os comportamentos de consumo que permeiam os usuários das bebidas em cápsulas, diante desse cenário o mestrando do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Rodrigo Marçal Gandia, desenvolveu um estudo sobre a estrutura dos valores que orientam a compra de máquinas de bebidas em cápsulas, a pesquisa apresenta resultados com base na estrutura de atributos, consequências e valores vinculados a esses produtos na percepção dos compradores.

Os questionamentos que moveram a pesquisa também estão relacionados a influência das marcas que comercializam o produto e como elas estabelecem comportamentos distintos entre os usuários, e o que buscam os consumidores do mercado de máquinas de bebidas em cápsulas, seria a economia, a qualidade ou um produto que proporciona reconhecimento social.

“Mais especificamente, a pesquisa buscou identificar e comparar as relações associativas entre os atributos do produto e consequências (benefícios) providas por estes e a conexão destes dois elementos com os valores pessoais percebidos pelos usuários das máquinas de bebidas em cápsulas das marcas Nescafé Dolce Gusto e Nespresso. Foram realizadas 27 entrevistas em profundidade, igualmente distribuídas entre usuários das duas marcas que proporcionou a construção de uma matriz de implicação e de um mapa hierárquico de valores, que permitiu evidenciar elementos distintos de cada uma das marcas analisadas, assim como cumulativos a ambas as marcas, caracterizados como elementos inerentes às máquinas de bebidas em cápsulas” explica Rodrigo.

Os resultados foram classificados de acordo com a escala de Schwartz, metodologia que propõe uma organização circular sobre os tipos de valores motivacionais comuns aos indivíduos, e demostraram que a realização e o prazer pessoal, por meio de uma vida melhor vivida, são valores preponderantes aos usuários. De maneira geral, de acordo com a pesquisa, os consumidores de máquinas de bebidas em cápsulas buscam a qualidade e a praticidade no produto.

CURIOSIDADE

Apesar do café em cápsulas não mais se caracterizar como algo inovador no mercado global, tendo em vista que sua primeira patente, criada pela Nespresso, data os anos 1980, os modelos de negócios orientados para este produto, no mercado nacional, passam a desempenhar um importante papel na atualidade, em razão do intenso crescimento apresentando nos últimos anos. Ainda que o principal produto estabelecido no mercado de cápsulas seja o café e seus derivados, observa-se uma tendência no desenvolvimento de bebidas com características infusas destinadas a ampliar a possibilidade de se atender as necessidades do novo consumidor.

Texto: Vanessa Trevisan (ASCOM InovaCafé)

Estudantes do Centro de Inteligência em Mercados (CIM) participam de Curso de Barista

Estudantes que atuam com pesquisas voltados ao café no Centro de Inteligência em Mercados (CIM) da UFLA participaram nessa semana do Curso de Barista promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Minas Gerais (Senar-MG) em parceria com Agência de Inovação do Café (InovaCafé) e Sindicatos Rurais.

Esses estudantes desenvolvem estudos sobre tendências de mercado, comportamento do consumidor e aspectos econômicos relacionados a cultura. Ao oferecer o curso damos a oportunidade para que eles conheçam profundamente os métodos de preparo da bebida, o que é um café de boa qualidade e como ele deve ser preparo e servido, assim eles estarão compreendendo melhor o cenário que atuam, explica a barista e gestora em inovação do café, Helga Andrade.

“Foi muito importante entender sobre os tipos de café e as suas características, ao adquirir conhecimento conseguimos classificar a bebida de acordo com a sua qualidade. Eu ainda não havia consumido um café de qualidade, e ao participar do curso eu tenho a sensação de que vou consumir a bebida da melhor forma possível” explica o estudante do curso de engenharia de materiais e analista de tendências internacionais de café na área de cafeterias do projeto Bureau de Inteligência Competitiva do Café, Lucas Pereira.

O Coordenador do Bureau de Inteligência Competitiva do Café, doutorando em administração pela Universidade Federal de Lavras, Eduardo Cesar, acredita que ao oferecer essa oportunidade aos alunos, valorizamos e qualificamos esses estudantes para que a sua atuação seja mais ativa possível, a maioria deles nunca tiveram experiência com o café, acreditamos que essa qualificação vai contribuir com uma atuação mais dinâmica eficaz.

“Além de ter conhecimento sobre o funcionamento da cadeia produtiva do café e sobre o preparo da bebida, essa foi uma experiência muito válida pelo fato de estar interagindo com uma outra área além da tecnologia, através da minha participação posso apresentar novas ideias relacionadas a produção de aplicativos e softwares para a degustação de café e preparo da bebida”, ressaltou o coordenador do projeto CIM Tech, Álvaro dos Reis Cozadi, estudante de Sistemas da Informação da UFLA.

Texto e Fotos: Vanessa Trevisan (ASCOM InovaCafé)

 

Confira a análise sobre os custos de produção da Cafeicultura Brasileira

ativos-cafeO Boletim Ativos do Café desenvolvido pelo Centro de Inteligência em Mercados (CIM) da UFLA e Superintendência Técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apresenta sua vigésima quarta edição com análises sobre os custos de produção da cafeicultura brasileira.

Nessa edição você irá conferir como o salário mínimo impacta os custos de produção do café arábica e do conillon, como o preço médio do Coffea Canephora teve valorização de 40,18% em 2015, o aumento nos custos com colheita e pós-colheita no município de Manhumirim (MG) que impactaram o Custo Operacional Total (COT) da espécie Coffea Arabica em 4,19% e saiba mais sobre o crescimento na produção de café no continente americano.

As informações contempladas nesta edição são referentes aos painéis realizados em 2015, a partir da próxima edição do boletim ativos as informações serão aplicadas de acordo com os dados obtidos na realização dos painéis de 2016.

Acesse o boletim.

BOLETIM TÉCNICO

Fruto do levantamento de dados através de painéis realizados nas seis principais regiões produtoras de café do país, o Boletim Ativos do Café é divulgado trimestralmente e faz parte do Projeto Campo Futuro, realizado pela CNA em parceria com o CIM/UFLA, que fica sediado na Agência de Inovação do Café (InovaCafé). “O boletim consiste em uma análise dos resultados dos indicadores de desempenho e dos levantamentos de custos de produção, assim como da rentabilidade da atividade agrícola” explica o coordenador de pesquisas e serviços em gestão do CIM/UFLA, Diego Humberto de Oliveira.

Texto: Vanessa Trevisan – Assessoria de Comunicação da Agência de Inovação do Café (InovaCafé)

 

Estudo desenvolvido na UFLA apresenta conceito e aplicações sobre a “Terceira Onda do Café”

Preparo de Cappuccino na InovaCafé
Preparo de Cappuccino na InovaCafé

O consumo mundial de café passa por mudanças e evoluções, diante disso novos hábitos e tendências de consumo caracterizam um movimento chamado de “Terceira Onda do Café”. Desenvolvida pela mestranda do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da UFLA, Elisa Reis Guimarães, a pesquisa pode contribuir para a compreensão e discussão acerca da Terceira Onda no Brasil, uma vez que tal conceito ainda é pouco difundido e compreendido de forma distinta pela grande maioria dos profissionais.

A definição de um conceito amplo, que compreenda todos os elos da cadeia, pode facilitar o debate sobre o tema e promover discussões mais aprofundadas, que sejam benéficas a todos os elos, bem como contribuir com a construção de conhecimentos sobre a Terceira Onda, assunto ainda escasso na literatura. “A pesquisa também conta com grande interesse prático, sendo valiosa na elaboração tanto de políticas públicas quanto de estratégias empresariais, voltadas ao aumento do público consumidor de cafés especiais, bem como à expansão deste movimento no país e no estado de Minas Gerais”, ressalta o orientador da pesquisa, prof. Luiz Gonzaga de Castro Junior, diretor da Agência de Inovação do Café (Inova Café).

ONDAS

Estudos desenvolvidos na InovaCafé analisam a qualidade da bebida
Estudos desenvolvidos na InovaCafé analisam a qualidade da bebida

De acordo com a pesquisa, existem três movimentos, também chamados de ‘ondas’, influenciando o mercado de café, cada um com seu próprio conjunto de prioridades e filosofias e com contribuições diferentes para a experiência de consumo. A mestranda que também é coordenadora do Bureau de Inteligência Competitiva do Café, projeto desenvolvido pelo Centro de Inteligência em Mercados (CIM) da UFLA, explica que a “Primeira Onda” estaria ligada ao aumento exponencial do consumo de café e a revoluções no processamento e comercialização do produto, até então de baixíssima qualidade. A “Segunda Onda” teria surgido como reação ao movimento anterior, sendo responsável pela introdução do conceito de cafés especiais e de origem produtora, bem como pela popularização do café espresso e do consumo da bebida em cafeterias. Por fim, a “Terceira Onda” estaria ligada à percepção do café como produto artesanal, diferenciado por inúmeros atributos, como qualidade, origem, torra e método de preparo, e comercializado de forma mais direta entre os elos da cadeia.

Para o desenvolvimento do estudo, a pós-graduanda utilizou ampla pesquisa bibliográfica aliada a uma análise de conteúdo, de forma a estabelecer uma base conceitual para o tema, posteriormente entrevistando proprietários de cafeterias mineiras e inúmeros profissionais respeitados no mercado de café, de forma a compreender a forma de adoção da Terceira Onda em nível nacional e estadual.

“Referência em pesquisa sobre o sistema agroindustrial do café, a UFLA contribui, mais uma vez, com a cafeicultura nacional, pois este estudo poderá contribuir com cafeicultores, torrefadoras, cafeterias e consumidores, já que os resultados servirão como orientação para o sucesso de cada um desses elos da cadeia”, afirma Gonzaga.

A pesquisa contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), da Agência de Inovação do Café, do Centro de Inteligência em Mercados (CIM/UFLA) e do Bureau de Inteligência Competitiva do Café.

Acesse a dissertação, clique aqui!

 

CIM/UFLA realiza levantamento dos custos de produção do café no Brasil

O coordenador de pesquisas e serviços em gestão do CIMUFLA, Diego Humberto de Oliveira, conduziu os painéis junto aos produtores, técnicos e pesquisadores vinculados a Sindicatos Rurais
O coordenador de pesquisas e serviços em gestão do CIMUFLA, Diego Humberto de Oliveira, conduziu os painéis junto aos produtores, técnicos e pesquisadores. 

Com o objetivo de obter informações junto aos produtores rurais para levantamento dos custos de produção do Coffea Arabica e Coffea Canephora, o Centro de Inteligência em Mercados (CIM) da Universidade Federal de Lavras (UFLA) realizou painéis nos seis principais estados produtores de café do país, em municípios com participação expressiva na produção nacional. Nesta edição foram visitados treze municípios brasileiros: Manhumirim (MG), Capelinha (MG), Monte Carmelo (MG), Guaxupé (MG), Santa Rita do Sapucaí (MG), Brejetuba (ES), Jaguaré (ES), Caconde (SP), Franca (SP), Itabela (BA), Luís Eduardo Magalhães (BA), Apucarana (PR) e Cacoal (RO).

O painel consiste em uma reunião técnica in loco que conta com a participação dos agentes da cadeia produtiva de café para definição de uma propriedade modal da região. O coordenador de pesquisas e serviços em gestão do CIM/UFLA, Diego Humberto de Oliveira, conduziu os painéis junto aos produtores, técnicos e pesquisadores vinculados aos Sindicatos Rurais, Federação de Agricultura e Pecuária dos Estados e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Primeiro painel para levantamento dos custos de produção do Café foi realizado no município de Caconde SP
Primeiro painel para levantamento dos custos de produção do Café foi realizado no município de Caconde/SP.

RESULTADOS

Os dados obtidos durante as visitas foram formalizados em uma planilha previamente estrutura pelo CIM e que foi preenchida após o consenso de opiniões instauradas entre os presentes nos painéis. Dando sequência ao projeto, as matrizes de custos e as informações sobre as receitas médias serão atualizadas mensalmente pela equipe do CIM.

Com base nesses dados, será elaborado o Boletim Campo Futuro, que é encaminhado para os produtores rurais, com a consolidação das informações obtidas através dos painéis, e também será gerado o Boletim Ativos do Café, que consiste em uma análise trimestral dos resultados dos indicadores de desempenho e dos levantamentos de custos de produção, assim como da rentabilidade da atividade agrícola.

PROJETO

O Campo Futuro é um projeto da CNA, que alia a capacitação do produtor rural à geração de informação para a administração de riscos de preços, de custos e de produção na propriedade rural.